terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Este painel, pintado no ateliê do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Maria –RS, fecha um ano de muitas experimentações. Das telas aos painéis, passando por centenas de desenhos, e os novos estudos de cores, muito foi novidade para mim. Descobri novas formas, novos corpos, novos movimentos, novos dramas... novas maneiras de exprimir meu exercício de equilíbrio e de desequilíbrio. A cidade está aí. A arquitetura está aí. As pessoas estão aí. Procuro todas elas, tanto nas experiências em pintura de painéis em faculdades de arquitetura, quanto participando de concursos de projeto. Tudo é cidade. Tudo é exercício.
Este último painel representa bem minha tentativa de amadurecer conceito, discurso e traço. Representa minha maior motivação, que é a de estar entre pessoas boas, pessoas que acreditam em algo, que buscam algo – mesmo ainda nem sabendo o quê. Fugindo dos “expedientes” que a sociedade se impõe, vou me divertindo na corda bamba, me equilibrando, me desequilibrando... lendo e relendo a cidade.
Agradeço profundamente à Artemio e a Dotto pelo empenho em viabilizar minha ida a Santa Maria, à Keka, minha assistente Top Top, à toda a galera da faculdade que também me ajudou, à Japa, à Neusa e à Nastasha, amigas de muitos Encontros, à Fernanda, por me receber tão bem em sua casa e todos os outros que conviveram comigo por toda a semana. A pintura que deixo é só um abraço dos muitos que todos vocês merecem.
Abraço para eles, beijo para elas,
John








































Implantação geral do Master Plan proposto para a Baía de Vitória ( projeto PARQUE PORTO-CIDADE ) Menção Honrosa na Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo de 2009.
Equipe: Marcello Lindgren, Walmur de Moura, João César de Melo,
Marco Romanelli, Bernardo Grasseli, Natasha Morosky, Fábio Pacheco, Bráz Casagrande e Renato Primos.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Estudos de estampas para blusas.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Estudo painel 12m x 2,5m. FAU-UFSanta Maria-RS

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Painel FAU-Rural.


Postei estas imagens na ansiedade de mostrar o quanto antes a imagem (o painel) que poderia representar a semana que tive.
Poderia representar... Representa pouco.
Postei as fotos mas ainda não consigui assimilar o que vive na Rural entre aquela galera de tão boa fé, que quer tanto, tanta coisa, mesmo que ainda não saiba como fará para tê-las.
Enquanto não consigo assimilar tudo o que senti entre aqueles casarões perdidos entre pastos e jardins, registro aqui meus mais sinceros agradecimentos a todos que me convidaram a pintar o painel, confiando a mim uma parede dentro do Diretório Acadêmico. Agradeço a atenção e o carinhos de todos (Angélica, Rafael, Thalita, Bárbara, Vinicius, Joice, Pio... ) desejando que consigam tudo o que buscam, que o D.A. seja transformado no mais belo espaço de vivencia acadêmica.

























































sábado, 7 de novembro de 2009

Painel em apartamento no Rio de Janeiro.




quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Painel pintado semana passada na FAU-UFRJ. Tenho algumas coisas a dizer sobre seu processo, mas o teclado no qual estou nao eh ABNT, e isso me irrita muito, muito mesmo, ao ponto de nao me motivar a manifestar meus agradecimentos e minhas impressoes. Mas fica a dica - foi uma semana muito legal.



























quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sabe aqueles bichos que surgem em nossos sonhos, baratas que explodem?
Sabe aqueles filmes de ação cujos cartazes mostram os personagens empunhando armas?
Sabe aquele dia em que algum pombo filho-da-puta faz cocô sobre a cueca branca que seca no varal?
Então... meus desenhos não tem nada a ver com essas coisas. Nada.
Meus desenhos são apenas estruturas. Conjuntos de estruturas. Exercício de equilíbrio e desequilíbrio. Mais nada.





segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Estrutura.



sábado, 17 de outubro de 2009

Consumindo muito chocolate em pó.


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

chocolate em pó.









Não sei se pensar na morte da bezerra faz parte do processo criativo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Estrutura

sábado, 10 de outubro de 2009

Como a tiragem do livro está se esgotando, estou disponibilizando o arquivo em pdf de todo seu conteúdo para quem não pode adquiri-lo, mas que gostaria de o ler.
Como o reformatei para o download, há uma pequena diferença entre o sumário e o real número de cada página. Nada que nos aborreça.
Agradeço a todos que compraram um exemplar, em especial aos que o leram.
Para quem não sabe do que se trata, o livro reune 172 artigos publicados e não pubicados, abordando os mais variados temas, de arquitetura a comportamento, de sexo a política, e leva comentários de Paulo Mendes da Rocha e de Ciro Pirondi.
Quem ainda pretende ter um exemplar, corra, me envie um e-mail. Custa 25 reais, incluindo despesas de envio.
Abraço para eles, beijo para elas.

Link para download: http://www.4shared.com/file/139956485/adb7a15c/2555_CARACTERES_INCLUINDO_OS_ESPAOS.html

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Estudo para painel no espaço cultural do edifício sede do IAB-SP.


quarta-feira, 30 de setembro de 2009


Conversa de ontem com Paulo Mendes da Rocha, em seu ateliê, sobre nosso projeto que estará exposto na Bianel Internacional de Arquitetura de São Paulo.
Na mesa, parte da equipe: Marcello Lindgren, Walmur de Moura e eu.






segunda-feira, 28 de setembro de 2009


Leite.



















quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Estudo para painel 9 x 4 m FAU-UFRJ

domingo, 20 de setembro de 2009

Fui convidado a pintar este painel e a dar um Papo de Buteco para compor as atividades da Semana de Arquitetura da UNIVALI, em Balneário Camboriú – SC.
A princípio, o painel teria seu corpo amarelo (como nos dois estudos já postados aqui), remetendo à cor da logomarca do Centro Acadêmico mas, no local, senti que não ficaria bom. Decidimos então por substituí-lo por um azul, o mesmo de minhas ultimas telas. Ficou lindo.
Como no exercício realizado em Campos-RJ, no mês passado, a beleza desta obra fundamentou-se no processo, que teve a participação de muitos alunos.
Agradeço ao pessoal do Centro Acadêmico pelo convite e pela atenção, aproveitando para lhes dar os parabéns pela organização do evento que viabilizou minha ida a Balneário Camboriú.
Agradeço também a todas as meninas que ajudaram na pintura, em especial as que se lambuzaram com tinta esmalte sintético.
Por último, agradeço ainda a presença e a participação da galera no Papo de Buteco.
Vamo que vamo!






















































sexta-feira, 11 de setembro de 2009


Dentes brancos e hálito puro.
































sexta-feira, 4 de setembro de 2009


Luz.


















Gelatina.























domingo, 30 de agosto de 2009













Primeiros estudos para painel na FAU-UNIVALI - Balneário Camboriú-SC.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009


Click ao lado e assista a um videozinho que fiz reunindo alguns trabalhos. Só pra dar um pouco de cinética.

domingo, 23 de agosto de 2009





Ao chegar ao Instituto Federal Fluminense, em Campos, para conhecer a parede que receberia mais um de meus exercícios, tive algumas surpresas: A insalubridade do local naqueles dias, devido à reforma que o edifício do curso de arquitetura estava terminando de sofrer e que deixava o ambiente totalmente empoeirado e barulhento; a dimensão da parede que não eram os 7 metros informados, e sim 12 metros; a existência de uns tubos horríveis logo acima da parede... Por outro lado, fui surpreendido pela incrível boa vontade de todos os envolvidos direta e indiretamente com a pintura do painel para se resolver ou amenizar os problemas.
Estes e outros surgidos no decorrer da semana foram resolvidos ou amenizados, mas a boa vontade das pessoas se transformaram numa amizade e num carinho que me emocionou por diversas vezes, me inspirando em cada traço, em cada elemento, em cada corpo, em cada exercício de equilíbrio e desequilíbrio que compuseram a pintura que fez aquela parede deixar de ser parede, apenas.















































Assim como são as pessoas (pessoas) que estão fazendo daquele edifício uma Escola de Arquitetura, foi delas que a parede tomou emprestada a beleza e a força para deixar de ser parede – agora é exercício de cidade! Fui apenas um veículo que volta para Santos feliz, feliz não apenas pelo “pintado”, mas sim por trazer comigo a amizade e o carinho de tantas pessoas que, assim como eu, querem uma cidade melhor.
Agradeço profundamente à Regina, Juju, Ursula, Isadora, Raissa, Luna, Chico, Rodrigo, Cinthia, Livia, Julia, Paola, Gabriel, Peruano... e, especialmente, a Bernardo e Ana Liz.
Agradeço pela parede, pela companhia, pelos bares, pelos copos, pelas conversas, pela palestra, pelo churrasco, pelos abraços, pelos beijos... agradeço pela amizade. Foi um lindo exercício.
PS: a cor azul no painel nas fotos é, na realidade, roxo.























































































terça-feira, 4 de agosto de 2009


Ontem, relendo uma tela pintada em 2006, tive a idéia de experimentar uma interveção em seu "vazio".
Na tela original (em baixo), usei o vazio referindo-me aos da cidade, que tem uma importância ativa tanto nos fluxos (como atalhos, seja em parques, praças ou mesmo como nada) quanto como agentes paisagísticos, ampliando perspectivas, ligibilizando a paisagem urbana.
A intervenção que fiz teve a única intenção de experimentação plástica, comparando meu ontem com o meu hoje, nos traços e na concepção estrutural da pintura.
Esta tela mede 130 x 80 cm.





sexta-feira, 17 de julho de 2009
















Para ninguém dizer que eu não faço nada colorido. Há quem goste. Eu não gosto.



quinta-feira, 16 de julho de 2009


sábado, 11 de julho de 2009

As vezes eu equilíbro coisas onde deveria estar escrevendo ooouuutras coisas.












Gosto de escrever cartas e de equilibrar coisas.


sexta-feira, 10 de julho de 2009



Estudos de cor para painel.



















terça-feira, 7 de julho de 2009

Olá a todos.
Restam poucos exemplares do livro 2555 CARACTERES, INCLUINDO OS ESPAÇOS, que lancei no final do ano passado. Lembrando-lhes, são 172 artigos e crônicas publicadas e não publicadas, escritas entre os anos de 2006 e 2008, tratando dos mais variados temas, de arquitetura e urbanismo a política, passando por atualidades, comportamento, sexo, drogas e tudo o que alimenta as manchetes dos jornais e as conversas de bar. Falo até sobre os Encontros de Estudantes de Arquitetura!
O livro vem com comentários de Paulo Mendes da Rocha (Prêmio Pritzker 2006) de Ciro Pirondi (Diretor da Escola da Cidade).
Quem tiver interesse favor enviar um e-mail para demeloarte@hotmail.com pedindo os dados bancários para o depósito de R$ 25 (livro + envio). Feito o depósito, é só me enviar outro e-mail comprovando-o e me informando seu nome e endereço (com CEP), para que eu envie o livro.
Abraço para todos. Beijo para todas,

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Segunda venda da semana. Esta doeu. Eu gostava tanto dessa tela... Mas a vida é assim. Tenho que me desapegar.

quarta-feira, 1 de julho de 2009


Primeiros estudos para painel, 4 x 9 metros.



























terça-feira, 30 de junho de 2009

Venda da semana.

segunda-feira, 29 de junho de 2009


De vez em quando, de minha mão saem coisas diferentes. Ou não.





















































sexta-feira, 26 de junho de 2009


É com satisfação que venho informar que o projeto que Marcello Lindgren e eu fizemos para o Concurso Internacional para o Museu da Ciência da UniCamp, recebeu Menção Honrosa.
Este concurso, o maior realizado no Brasil, contou com a participação de mais de 200 escritórios de arquitetura de mais de 30 países.
Ano passado batemos na trave no concurso para sede do SEBRAE, em Belo Horizonte, quando chegamos até a última eliminatória, junto com apenas outros seis projetos.
Neste ano desenvolvemos este projeto com muita dedicação em entender o programa, que era cheio de “pegadinhas”. As discussões em torno do projeto foram fervorosas, indo e voltando entre centenas de desenhos, dezenas de estudos preliminares até chegarmos ao projeto que foi entregue.
O mérito maior deste projeto, claro, é do Marcello, obstinado e talentoso como poucos, que consegue transformar idéia em Projeto de Arquitetura, sempre criando um link entre chão e poesia.
Aproveito também para agradecer a ajuda de Walmur, com seus desenhos e maquetes, a Izabel, com suas valiosas consultorias e ao Lucas e ao Mário, pelos 3d's.
Foram premiados oito projetos (apenas três brasileiros), sendo três Menções Honrosas.
É isso. Estamos muito felizes e motivados a continuar trabalhando.
Foi o estudo da Arquitetura que me levou à Arte. Hoje, meu processo criativo passa sempre pelo exercício da Arquitetura, tanto na leitura que faço da cidade, quanto nos conceitos estruturais que adoto para erguer minhas cidades, árvores e corpos.
É tudo um exercício.
Abraço beijo para todos,
John.





























quarta-feira, 24 de junho de 2009

Primeiros estudos para painel, IFF - Instituto Federal Fluminense. 6 x 3 metros.


















terça-feira, 23 de junho de 2009















Dias atrás reparei nos “borrados” na parede que uso como apoio para as telas enquanto estou pintando. Borradas fruto de um ano neste ateliê, aqui em Santos. Veio-me a idéia de fazer uma intervenção nesses borrados. Foi um exercício gostoso, sem compromisso, sem raciocínio, sem estudo, sem pretensão de ficar bom. Ao final, sentindo falta de um fundo, de um “céu”, usei um pouco da tinta que sobrou do painel pintado dias antes. Não ficou bom não. Na verdade, ficou bom mas ficou feio. Tudo bem, valeu pelo exercício.
Faz parte do processo criativo errar.


























































































































sexta-feira, 19 de junho de 2009


Novo painel. Escritório em Santos.































terça-feira, 16 de junho de 2009

Não consegui fazer o que tentei, mas fica o exercício.

























quarta-feira, 10 de junho de 2009



























Fui convidado a pintar um painel numa escola pública em Curitiba. Chegando lá, descobri que a parede não era exatamente como haviam me informado - era muito melhor! Pedi e recebi a permissão para me apropriar de duas outras paredes, esbocei um croqui do que faria numa delas e me lancei em mais um exercício de equilíbrio e desequilíbrio, entre a ordem e a desordem.
Tentei seguir o estudo que havia feito, principalmente em sua estrutura, o corpo em amarelo, prolongando-o pela parede seguinte... Pela primeira vez vi algo vivo, organismo, em minhas estruturas. O corpo se libertou da cidade.
É só um exercício.
Foi uma semana maravilhosa. A convivência com os alunos, com os professores e com os funcionários... A releitura da cidade, em seus edifícios e casas afastados das calçadas, suas mulheres lindas, seus parques vivos, a elegância das araucárias emergindo aqui e ali por toda Curitiba... Semana maravilhosa pelo reencontro com Mariana, que mesmo tendo sido curto, foi prazeroso. Semana maravilhosa pelo reencontro com tantos amigos no CoNEA que se realizou, abrigado no D.A da faculdade de Medicina da UFPR, bem no Centro da cidade.
Foi uma semana de sonho, perfeita, inspiradora.






















































Registro aqui meu profundo agradecimento ao meu amigo Axel e à sua Mãe, Nancy, por terem viabilizado a pintura do painel e por terem me hospedado em sua casa. Agradeço ao Claudio, funcionário da escola que preparou a parede e me ajudou a pintá-la, e também a todos os outros funcionários e professores, em especial a turma da cozinha, que a cada meia hora preparava um chocolate quente para me ajudar a trabalhar no torturante frio daquela semana.
Agradeço também a Adriana, e de forma especial, por ter me proporcionado dias inesquecíveis me apresentando parques, ruas, o Mercado e o Museu Oscar Niemeyer, onde me emocionei com o por do sol mais lindo que já vi.
Aos que são de Curitiba e também aos que por lá possam passar um dia, que queiram conhecer pessoalmente o painel, este se encontra no Colégio Estadual Julio Mesquita, no Jardins das Américas, duas ruas paralelas à entrada do Centro Politécnico da UFPR, próximo ao Shopping das Américas.
Abraço para eles, beijo para elas,
John

















































































































sexta-feira, 29 de maio de 2009

Nova cidade sendo construída.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Curitiba vai ganhar algo
parecido com isso.

domingo, 24 de maio de 2009


Venda da semana.

quinta-feira, 21 de maio de 2009


Praia da Costa, Vila Velha-ES.













No link http://www.jornalpraiadacosta.com.br/orla-social/1389-joao-cesar-de-melo, site da Associação dos Moradores da Praia da Costa, em Vila Velha-ES, bairro onde morei por 10 anos, vocês poderão ler a entrevista que dei nesta semana. Pode ser interessante para algumas pessoas, pois falo de arquitetura e etc.
Abraço para eles, beijo para elas, John.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Absorvendo a cidade. Relendo a cidade.

segunda-feira, 18 de maio de 2009


Só alguns desenhos... pra afinar o traço.








































sexta-feira, 15 de maio de 2009

Estudo para painel.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Estudo para tela.

segunda-feira, 4 de maio de 2009


Estou de volta. Depois de um mês viajando, recorro a um trecho perdido do Livro das Maravilhas, de Marco Polo, para relatar as cidades que visitei.

"Num pequeno vale entre as montanhas que rodeiam a cidade, algumas centenas de tendas coloridas ergueram-se do dia para a noite. Seus muros são discretos e suas defesas são apenas contra o mal que vem de fora, pois nela não há roubos, nem violência, nem morte.
Os habitantes desta cidade são jovens e de semblante feliz. Suas mulheres são quase todas lindas de rosto e corpo. Até as que não são, têm suas beleza num sorriso ou no brilho dos olhos. Esta cidade, apesar de pequena, têm seu próprio tempo, moeda, cultura e valores. As pessoas pouco dormem e não sentem fome, nem sede, nem cansaço. Todos se alimentam e bebem juntos, e as mesmas coisas. Os meninos usam saias e as meninos calçam chinelos. Não se percebe diferenças sociais ou econômicas. Todos se vêem como iguais ao outro.


Conheci um dos habitantes mais antigos desta cidade. Conhecido como John, ele me disse que esta cidade vem de outra, que vem de muitas outras. Por toda estas terras, estas cidades coloridas surgem e desaparecem como mágica. Com mais ou menos tendas, apropriando-se dos mais diferentes tidos de edifícios, ocupando os mais diferentes lugares, mas sempre com os mesmos valores e como as mesmas belezas.
John me disse que não se pode chamar as pessoas destas cidades de habitantes. Devemos chamá-los de participantes, pois todos têm alguma função, passiva e ativa ao mesmo tempo. Seus participantes revezam-se na organização, na construção e na manutenção destas cidades. O sistema político é horizontal, todos tem voz e atenção. A razão da existência e da itinerância destas cidades é discutir novas formas de se construir cidades. 'Seus participantes sente-me arquitetos. Arquitetos não pelo que constroem, mas sim pelo que sonham, pela forma como se comportam uns com os outros', me disse John, com os olhos cheios de lágrimas. A suas palavras, acrescentei que, construindo cidades como a que ele me apresentava, havia pouco a ser construído por uma pessoa. John sorriu concordando.


John me falou da elegância e da inocência dos participantes destas cidades. Falou do carinho, do respeito e da cordialidade entre todos. Falou das paixões e das amizades brotadas a cada vez que uma destas cidades surgia. Falou também da tristeza de seus participantes quando estas cidades tinham que ser desfeitas, e da saudade de uns dos outros enquanto uma nova cidade não se erguia.
John não precisava me contar nada, já que tudo isso ele transparecia nos olhos, mas eu o deixei falar, pois, era nítida sua necessidade de expressar o que ele vivia dentro dos discretos muros daquela cidade.
John contou que, assim como em qualquer outra cidade, estas cidades coloridas tinham seus problemas, mas estes nunca eram gerados pela ganância econômica ou por interesses políticos. Os problemas destas cidades eram resultado da imaturidade e da ingenuidade de seus construtores.
Cada uma destas cidades enfrenta quase sempre os mesmos problemas, umas mais do que as outras, mas todas se assemelhando em suas intenções, que é a de se construir um mundo melhor.
Não me foi permitida a entrada nesta cidade, pois eu não pertencia ao mundo de seus participantes. Não insisti porque senti que eles não me excluíam, mas sim se preservavam, por medo de algum mal que alguém de fora de seus muros pudesse lhes trazer.
Se meus olhos não viram a cidade por dentro, nos olhos de John vi que realmente aqueles muros abrigam muito mais que uma pequena estrutura urbana. John me vez sentir que há um belo exercício de busca, de experimentação, de polimento de caráter.
Vi em seus olhos amor por aquelas tendas coloridas, e por tudo o que aquelas cidades geram dentro de cada um de seus participantes. Pensei em lhe perguntar outras coisas, mas achei melhor deixá-lo voltar à sua cidade, que é o parece lhe inspirar a alma."

sexta-feira, 3 de abril de 2009

No próximo dia 08, Giovana, minha ex-namorada, gradua-se Arquiteta Urbanista. Lembrando que este blog tenta mostrar um pouco do meu ambiente e do meu processo criativo, registro aqui a importância dela nos meus últimos anos na faculdade e, principalmente, nos dois anos seguintes à minha graduação.
No ano de 2003, quatro calouras começaram a bater ponto no C.A. e no Deck do Cemuni 3, prédio que abriga o curso de Arquitetura e Urbanismo da UFES. Nas festas, elas eram as primeiras a chegar, as que mais se divertiam e as últimas a irem embora. Eram elas Mirella, Luena, Tamara e Giovana. Óbvio que os “donos” do Cemuni 3, meia dúzia de malucos + eu, caímos de amores por elas. Logo compartilhávamos nosso mundinho de sonhos, devaneios e molecagens com o brilho daquelas quatro meninas. Nas derivas e biro-biros pela cidade, nos bares e nos ócios, tínhamos a companhia dessas quatro meninas que, ao contrário de suas colegas, não entraram na Universidade apenas para mudar de pastagem. Óbvio, também, que cada um de nós, meninos, acabou se embolando com uma delas, meninas. Karlão com Luena, Fernandinho com Mirella, Semáforo com Tamara, eu com Giovana. Com lágrimas nos olhos afirmo que aqueles tempos foram como um sonho, um sonho sem chão, sem muros, sem maldade... Sonho. Com elas, discutíamos arquitetura, procurávamos a cidade. Nelas, nos inspirávamos para sempre valer o brilho de seus olhos. Mas o meu sonho teve que acabar, tive que me formar.
Pensei que fosse morrer tendo que viver do lado de fora do Cemuni 3. Não morri. Acordei de um sonho entrando noutro. E o nome desse sonho era Giovana. Ao invés de me perder no labirinto do tempo-espaço pós-faculdade, me vi ancorado numa coisinha linda, de sobrancelhas fortes e cabelos nos ombros, que me chamava de Anjinho e gostava que eu lhe chamasse de Peixinha. E, como se fosse pouco sua própria poesia, Giovana me deu sua casa, sua família, o Centro de Vitória, o porto, os navios, o Penedo, o teatro... Sem dinheiro, sem trabalho, eu pouco produzia materialmente, mas minha cabeça fervia! O livro que lancei em dezembro último foi todo escrito junto dela, mentalmente ou em seu computador, em seu quarto, em frente a sua cama, que era emprestada à mim para dormir. O que desenho e pinto hoje, foi rascunhado enquanto fiz parte de sua vida.
Meu processo criativo de hoje foi plantado no ambiente que Giovana me ofereceu, nos braços seus e de sua família.
Com muito orgulho e gratidão reconheço que o que sou hoje, e tudo o que serei amanhã, é e será fruto da confiança e da ajuda de meia dúzia de pessoas. Sempre tive alguém me ajudando – uma mão estendida, um sorriso trocado ou o amor de uma mulher. Nunca caminhei sozinho.
Sendo assim, contendo lágrimas (mentira, derramo-me todo agora), registro aqui, neste pretensioso blog, todo o meu carinho, todo o meu respeito, toda minha torcida e gratidão por Giovana. Seja qual for o caminho que ela tomará a partir de agora, com seu diploma na mão, que este lhe dê tudo de lindo e delicioso deste mundo.

Com esta postagem o blog entra em recesso. Viajo amanhã. Soube que algumas cidades coloridas estão para emergir por aí... Vou atrás delas! Daqui a algumas semanas estarei de volta.
Faz parte do processo criativo procurar novas cidades.
Abraço para eles, beijo para elas.
John.
Outra venda da semana. Tela 150 x 80 cm.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Venda da semana. Tela 50 x 50 cm.

terça-feira, 31 de março de 2009

Para a curiosidade alheia...
O processo de encomenda de um painel começa com o arquiteto, no caso o Mário Shiraichi, inserindo na simulação eletrônica a imagem de alguma obra minha para que o cliente sinta a escala e o estilo do meu trabalho no ambiente. Gostando, negociamos valores e formas de pagamento e definimos cores para então eu iniciar o desenvolvimento de estudos em papel até chegar a um partido estrutural definitivo. É isso.
www.shiraichi.com.br








domingo, 29 de março de 2009

Estudo de escala para painel.

sexta-feira, 27 de março de 2009


Estudando cores.















quinta-feira, 26 de março de 2009


Estudando cores.















quarta-feira, 25 de março de 2009

Venda da semana. Arvoracidade 150 x 80cm.

domingo, 22 de março de 2009


Desenho a lapis e pintura sobre papel.


























quarta-feira, 18 de março de 2009

partido estrutural para pintura de painel 10 x 2,5 metros

segunda-feira, 16 de março de 2009


O processo.










domingo, 15 de março de 2009













Desenho e pintura sobre papel.
Na luz do monitor do computador até que fica legalzinho, mas ao vivo está estranho... Não tem jeito, nada é melhor que a tal da canetinha preta.














sábado, 14 de março de 2009














Fuçando meus arquivos, esbarrei com fotografias de trabalhos antigos. Lembrei-me de quando meu ambiente e meu processo criativo eram diferentes dos de hoje. Lembrei-me de que meu ambiente criativo era o Cemuni 3, a faculdade de arquitetura. Lembrei-me de que o processo criativo se dava entre as abstrações de meu sinuoso percurso pela universidade, entre as viagens e as doideiras com meus amigos e amores. Deles, eu ia direto para a tela ou para a parede. Eu quase não esboçava nada. Não fazia estudos, desenhos. Lembrei-me de como concebi os meus primeiros painéis, que aparecem nas fotos ao lado. Contei alguma lorota para pegar o serviço, marquei um dia, comprei as tintas, levei um lápis, olhei para a parede, pensei por dois ou três minutos, risquei... pintei... envernizei... peguei meu cheque e voltei pro Cemuni 3.











Acho graça, hoje. Até eu me formar, levei minha profissão de artista plástico nessa batida. Para atender à encomendas de telas, as pendurava no corredor do apartamento onde morava e pintava. Os painéis, eram pensados in loco, na hora. Por causa de falta de dinheiro e de espaço, produzia quase que exclusivamente para atender encomendas – pouco experimentava. Mas tudo aquilo foi importante. Como evidencia-se em minha obra, a ausência é tão importante quanto á presença – espaço não é vácuo. A falta de dinheiro e de espaço me levou á outros meios de experimentação, de produção... Desenvolvi um processo criativo abstrato, construindo mentalmente minhas cidades entre copos de cerveja com os amigos, caminhadas pela cidade, viagens para os Encontros de Estudantes...
Como diz um arquiteto amigo nosso, Chico Buarque... “tem mais samba no som que vem da rua”.













quinta-feira, 12 de março de 2009



















Lançamento do livro na Casinha - FAUSantos, ontem.
O melhor de se fazer essas coisas (livros, exposições e etc) é reunir as pessoas agregando alguma razão à cervejinha, ao bate-papo. O resultado é um ambiente saudável, criativo, propício à fomentação e à troca de idéias. O clima entre os presentes estava ótimo, a cerveja estava gelada, o vai e vem intenso... É com muito carinho que novamente venho agradecer a atenção da galera do D.A e da Atlética da FAUSantos, a presença dos que foram ao lançamento e também, claro, a acolhida de todos da faculdade desde quando cheguei a Santos, em especial à Aritai e Letícia, meus anjos da guarda.
































































terça-feira, 10 de março de 2009

Primeiras fotos desde que vim morar na baixada santista. Adrenalizados pelo mágico fim de tarde de ontem, eu e meus amigos Mário e Lucas levamos a camera para a praia mas... o mar já não estava lá essas coisas. Mas valeu, sempre vale!
Minha intensão com esta postagem é que vejam meu semblante de preocupação. Sim, eu estava muito preocupado com a vida, com arquitetura e com o bem estar do planeta. Podem acreditar.


























segunda-feira, 9 de março de 2009


Enquanto quarta-feira não chega...

domingo, 8 de março de 2009

Essas coisas não são boas para o processo criativo.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Semana que vem, no dia 11, quarta-feira, lançarei meu livro também aqui em Santos. O evento é organizado e promovido pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UniSantos, na Casa do Estudante. Convido a todos. Talvez haja, ao final deste mês, o mesmo lançamento em São Paulo, organizado e promovido pela Escola da Cidade. Estou aguardando confirmação.




























1° Simpósio de março. Com destaque para as presenças ilustres de Maria Eduarda e de Caroline, em seus "debut" no ateliê.




terça-feira, 3 de março de 2009

tela 150 x 100 cm.









segunda-feira, 2 de março de 2009


Toda vez que me deparo com um painel meu, seja no Mai Ban ou na Casinha, ou em outros lugares que já trabalhei, me encho de felicidade. Não pela vaidade, mas sim por vê-los entre as pessoas, sendo visto, discutido, criticado... e até servindo como inspiração para a manifestação artística de cada um. Por isso estou me organizando para focar a comercialização de meu trabalho apenas em painéis e em livros. A venda de telas é muito dolorida, por melhor que paguem. Cada vez que olho um painel me encho de força para assumir esta decisão. Continuarei pintando telas, sempre, pois me dá prazer, é meu momento de reflexão fora d´água, faz parte do meu processo criativo mas, vende-las... vou ter que parar. Aproveito para indicar o blog de meu amigo Renato Pontello. Se eu crio cidades, ele cria mulheres, as mais lindas que uma parede pode receber. Vale a visita.
http://www.renatopontello.blogspot.com/
http://www.flickr.com/photos/renatopontello/
O cara é o melhor de todos!
A propósito, o projeto de reforma do restaurante é do arquiteto Mario Shiraichi.
www.shiraichi.com.br












sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

...e mais uma cidade vai nascendo.



































quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Estudo para nova tela.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Carnaval 2009 - Pedalfolia.







































domingo, 22 de fevereiro de 2009


É carnaval! Quem me conhece sabe o quanto eu gosto de folia, trio elétrico, carro alegórico, samba enredo e comentários de Leci Brandão. Tanto, que resolvi reler o gosto de Rui Otake pelos roxos - cores roxas, rosas e etc. Fiz esse estudo só pra ver no que dá. O resultado é obvio: fica tudo meio roxo, meio rosa.





























quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009


Neste carnaval completo 10 anos que comecei a pintar. Aproveito então para registrar minha eterna gratidão à Renatinha, minha ex-namorada. Todos acham lindo alguém que se manifesta artisticamente. Todos acham lindo alguém que pinta, que desenha, mas na hora de apostar, de acreditar que “aquilo” é algo de valor, poucos se dão a tanto. Renatinha apostou. Há dez anos acordei dizendo... “vou pintar umas telas”. Comentei com ela que, sabendo que eu não tinha um tostão no bolso, me ofereceu o dinheiro para tintas e telas. Passei o carnaval pintando na cozinha da escola de minha mãe. Chegava cedo e ia embora tarde da noite. Não sentia sede nem fome. Ia e voltava de lá a pé, pois eu não tinha nem dinheiro para uma passagem de ônibus. Na semana seguinte a mesma Renatinha levou uma das telas recém pintadas para o escritório onde trabalhava, voltando de lá com minha primeira encomenda e a indicação para a pintura de um painel numa boate. Dois meses depois eu abria minha primeira exposição individual, quando vendi quase todas as telas ainda na vernissage. Foi assim que tudo começou. A imensa gratidão que cultivo por Renatinha é uma das minha maiores motivações na busca de meus objetivos, tanto como artista/arquiteto, quanto como pessoa. Todo processo criativo precisa de um “start”. Renatinha foi o meu. Que a vida lhe recompense em dobro por sua boa fé.













quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009


É uma satisfação muito grande poder oferecer um trabalho meu à galera da FAUS. Sinto-me honrado com a confiança que tiveram em mim e lisongeado com os elogios. Aproveito para agradecer a acolhida desde quando cheguei a Santos. Obrigado pelas festas, pelos churrascos, pelas amizades, pelas conversas, pelas visitas ao ateliê... Obrigado por tudo. A FAUSantos faz parte de meu ambiente criativo, assim como o surf, os navios, a cidade... Obrigado a todos.






































Ainda estou assimilando morar numa cidade que me oferece surf quase todos os dias sem stress, sem necessidade de automóvel, com água azul, ondas lisas, praias lindas... e sem a ameaça diária do vento nordeste entrar e tudo destruir. Aqui, qualquer ondulaçãozinha nos convida a uma caída. Hoje estava pequeno, mas estava lindo, com algumas tartarugas do lado e muitas gaivotas voando. A facilidade e a qualidade do surf aqui estão me ajudando muito em meu trabalho. Meu processo criativo começa a ser lapidado logo que saio de casa às 5:30 da manhã, pedalando pela cidade ainda quieta e, em meia hora, me vendo dentro d’água. Se a maioria das pessoas chegam ao trabalho às 9:00 horas, neste mesmo horário eu chego no ateliê/casa vindo da praia, levinho... e com a cabeça cheia de idéias.

domingo, 15 de fevereiro de 2009


Pintura de painel na Casinha - DA-FAUS-UniSantos




























































quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009


Olha o que achei! São desenhos antigos, a maioria feitos em sala de aula, na faculdade. Podem até parecer bem diferentes do que faço hoje, mas estruturalmente são muito parecidos.
Foram feitos a 8 ou 9 anos atrás. Lembro-me apenas dos dois postados lado a lado. Eram parte de um estudo de optical art, pensando numa exposição agendada para o Centro Cultural Telemar, em Belo Horizonte. Não segui nada disso. A exposição apresentou outros estudos, sob o título QUADRADO - EXERCÍCIO DE EQUILÍBRIO E DESEQUILÍBRIO N° 01. Foi uma exposição legal, apesar da ausência dos amigos.










































segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009


1 + 1 + 1 + 1 = 1

























sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009


O resultado final desta tela pode até não ter ficado lá essas coisas, mas seu processo foi precioso, cheio de idas e vindas, erros e concertos. Parando de pintar o preto na metade do processo, preenchi elementos e marquei linhas com cinzas, mas ficou uma grande merda. Muito ruim mesmo. Então, decidi passar um cinza por cima de tudo, de todo o “céu” de fundo, onde o preto havia sido interrompido. Continuou uma merda. Então percebi que era a proporção do vermelho que estava condenando o exercício. Livrei-me dele e aproveitei para, considerando os elogios de alguns amigos sobre uns desenhos postados mais a baixo, experimentei um azul acinzentado como plano de fundo, minimizando o vermelho. Ficou interessante. Senti que o branco ganhou mais luz, e o vermelho, mesmo pequeno, salta aos olhos com mais objetividade, sem dispersar-se. Vou continuar este raciocínio nos próximos exercícios.















quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009


Alguns dos novos desenhos.


































quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Faz parte do processo criativo estar com a cabeça fresca e a alma leve. Faz parte do meu processo criativo surfar. Estou a alguns dias debruçado na prancheta desenvolvendo o partido do projeto para o concurso internacional do Museu da Ciência, na UniCamp, o qual participo junto com meu grande amigo Marcello Lindgren. Mas ontem o mar subiu, o vento acertou e pronto, peguei minha bicicleta e fui surfar. Difícil explicar para quem nunca surfou o prazer de um dia de surf. Difícil explicar o prazer de se estar dentro d’água, lendo e interagindo com o oceano, vendo a cidade de outro ângulo... enquanto a grande maioria das pessoas está enfornada dentro de escritórios ou dentro de si mesmas, iludidas na busca de objetivos profissionais, políticos, financeiros e culturais – tudo isso não leva a lugar nenhum, se não à uma ou duas páginas na história (o pecado da vaidade!) ou alguns zeros à direita na conta bancária (o pecado da ganância!).
Confesso: trabalho para viver. Aliás, só trabalho porque preciso de dinheiro para viver.
Na prancheta, fluo o que no mar (ou pedalando pela cidade, ou fazendo qualquer coisa que me dá prazer) penso, reflito. Ontem só saí da água porque não havia mais luz no céu. Hoje, saí de casa ainda sob a noite e, só estou de volta ao ateliê, agora, ás 10 horas da manhã, porque meus braços pediram descanso. Voltei feliz, leve... e com a cabeça cheia de idéias! Muitas idéias! Hoje ainda pretendo enviar os estudos para Marcello e, claro, pegar o resto da ondulação num fim de tarde nas Pintangueiras – para ter mais um punhado de idéias.
Todo cidadão deveria ter direito a duas horas de surf por dia.

domingo, 1 de fevereiro de 2009















Sempre senti a tentação de parar de pintar o preto no meio do processo, deixando linhas e elementos em branco, ou preenchidos apenas pelos cinzas, deixando-os como plano de fundo distante. Nesta tela experimento algo assim. Vamos ver no que vai dar.





sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

desenhos
+
photo shop
+
corel draw
=
diversão

































quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Isso aí, um mero desenho num papel A4, pode virar uma porta. Na verdade, duas portas, cada uma com 1,20 de largura por 2,5 m de altura.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009


Tela 150 x 100 cm.














segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Proposta de instalação




domingo, 25 de janeiro de 2009









Estou a não mais que dois (dois mesmo) minutos de pedalada da praia. Andando, a uns dez. Prefiro pedalar à caminhar. Pedalando, debocho dos motoristas engessados pelo trânsito, passando por eles enquanto esperam o semáforo abrir ou mesmo quando estão parados num mini ou mega engarrafamento. É um imenso prazer deixá-los para trás.
Mais ainda quando fluo pela ciclovia da orla, tendo os edifícios tortos de um lado, o mar do outro... E entre tudo isso, as crianças, os velhinhos, os cachorros, o jardim... Pessoas! E, como se fosse pouco, na perspectiva da rua, um magnífico edifício de aço pode irromper a paisagem a qualquer momento, surgir de dentro da cidade e tomar o mar, rumo ao horizonte... ou vindo dele, indo ou vindo trazendo pessoas, conteiner’s ou outras coisas – coisas.














Quando o calor desses dias de verão não faz despencar um temporal de fim de tarde, é o sol que reina, deitando-se, enquanto no píer e no calçadão as pessoas se amontoam à espera dos navios de passageiros passarem. E lá vem um! E a multidão se alvoroça toda, saca suas câmeras, disparam, acenam, gritam... Eu me emociono. Emociono-me por presenciar paisagem urbana (e cotidiana) de tamanha beleza. Emociono-me por ter o privilégio de morar numa cidade que me oferece tantos prazeres, tantos refúgios, tanta inspiração a lapidar meus sonhos e minha poesia.
Se fosse mais tarde um pouco, nas últimas luzes do dia, o espetáculo ganharia ainda o “pisca pisca” dos flash’s das câmeras dos passageiros dos navios, comprovando que de lá para cá a cena também é linda. Passa um navio. Passa outro... Mais 10 minutos, mais um... Peço uma água de coco, admiro dois navios se sobreporem um ao outro no horizonte, rabisco estas palavras na mente, tento registrar em fotografia um pouco do que vejo, subo na bicicleta, pedalo de volta para casa... É só um fim de tarde na Ponta da Praia. É só um fim de tarde cotidiano em Santos.





















sábado, 24 de janeiro de 2009

Venda da semana. Arvoracidades 150 x 80 cm.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009













Para garantir os pocketbooks e as garrafas de vinho de cada semana, também faço uns cartões de visita, umas placas de obra... Mas estes foram trabalhos especiais, já que foram feitos para uma pessoa muito querida por mim, uma amiga de um jeito maior, digamos assim. Faz parte do processo criativo cultivar prazeres e amores.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Leio minhas pinturas fragmentando-as. Depois de "prontas", separo um e outro elemento mais interessante para analizá-lo. Avalio um exercício (tela pintada) por seus fragmentos, não como um todo. Assim como nas cidades que, a princípio, são todas CIDADES, mas quando avalidas em seus fragmentos (bairros, ruas, perspectivas, paisagens e personagens), diferenciam-se entre si.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009


Pintura sobre tela 150 x 100 cm













sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

começando nova tela...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Tela 150 x 100 cm. O mais próximo que cheguei, até hoje, de meus desenhos. Livrei-me do cinza. Continuarei este exercício nas próximas telas.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009


Ambiente e processo criativo:
Pedaladas pela cidade, praia, navios, livros, simpósios... Prancheta, papel, lapizeira, caneta, desenho... Tela, pincel, tinta... Uma garrafa de vinho... Amanhã teremos mais uma tela, mais uma pintura, mais um exercício de equilíbrio e desequilíbrio.




sábado, 10 de janeiro de 2009


Estudos para nova pintura.
Antes de pintar cada nova tela, me borro de medo. Medo de errar. Tela não é papel que, num desenho errado, é amassado e jogado no lixo. Tela custa caro, muito caro. Tenho que pensar, tenho que medir, calcular... Tento fazer isso no papel, experimentando estruturas, pesos e projeções, ciente da grande diferença de escala entre papel e tela. Mas é assim, não tem jeito... Hoje, é assim. Vamos ver no que estes estudos vão dar.